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Delicada como um elefante

31
Jul18

Quarto de bebé

Bárbara

Mais uma coisa que fiz diferente de toda a gente. Preparei o quarto no primeiro trimestre. Ninguém faz isso com medo do abortamento mas eu tentei ter uma atitude positiva. Além disso quis aproveitar que me sentia bem. Sabia lá se ia continuar assim bem no resto da gravidez.

Não que seja preciso preparar o quarto durante a gravidez uma vez que os bebés devem dormir no quarto dos pais inicialmente por diminuição do risco de morte súbita. Mas depois de nascer um bebé a probabilidade de ter tempo e disposição para isso é bastante menor. 
Bricolagem e decoração são coisas que adoro. Perdi a conta dos episódios do “Querido mudei a casa” que já vi.
Decidimos que queríamos um quarto com cores não identificadoras de género, por isso nem precisávamos de certeza que era uma menina. A minha cor preferida é o amarelo e encontrei um stencil lindo no Etsy com uma girafa. Depois encontrei um papel de parede na Leroy Merlin a condizer. Móveis básicos do Ikea; berço e trocador. 
 

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Era preciso pintar a parede atrás do stencil e aí é que a porca torceu o rabo porque eu não podia por causada toxicidade das tintas. O Luís tentou mas não correu muito bem. Acabamos a colocar papel de parede por cima que também não ficou perfeito. Lá cedi a chamarmos um especialista que colocou o outro papel de parede.
 

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Há gente que opta por mudar fralda, amamentar, dar banho e vestir no quarto do bebé. Nós preferimos alterar as nossas cómodas para não andarmos dum lado para o outro, principalmente porqueestava muito frio quando a bebé nasceu e assim só tivemos de gastar energia para aquecer uma divisão.
 

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 Agora que fez 6 meses, foi para o quarto dela e já não se põem essas questões.

 

06
Jul18

Analgesia no parto

Bárbara

No post que vos falei do trabalho de parto, excluí a analgesia para fazer um post dedicado.

 

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Tenho a tentação de reduzir este post à epidural, mas achei outras coisas importantes:

1 - Estar preparada e informada. As aulas de preparação para o parto e parentalidade foram essenciais. Eu estive calmíssima e controlei muito bem a dor enquanto não tinha a epidural.

2 - A respiração resulta. Mais uma vez, valeu a pena fazer as aulas no centro de saúde. Além disso, fiz pilates durante a gravidez e a respiração estava interiorizada.

3 - Ter apoio. O Luís esteve sempre ao meu lado e calmo. Tinha feito quase todas as aulas comigo, pelo que também estava preparado.

4 - Manter a mobilidade. Dói muito mais se se estiver deitada. Andar de um lado para o outro e fazer exercícios, principalmente com a bola, aliviou muito a dor.

5 - Outros analgésicos. Prescreveram-me petidina mas acho que não fez grande efeito. Já quando tinha sido operada ao pé tinha feito e também não tinha sido eficaz. Acho que deve ser qualquer coisa com os meus receptores.

6 - Epidural. Começo por confessar que tenho pânico de agulhas. Estava cheia de vergonha de fazer figuras tristes perante um anestesista que trabalha comigo todos os dias. Felizmente, no dia em que tudo aconteceu estavam de urgência dois tarafeiros, ou seja, anestesistas de fora do hospital, então pude logo dizer que tinha medo. Eu entrei no hospital às 5:30 e não me puseram loho o cateter. Entretanto mudou o turno e acho que se esqueceram. Eu fui-me deixando estar até que a obstetra achou um absurdo eu continuar com dores sem necessidade e insistiu para que viessem. Era hora de almoço. Lá fui eu para a "forca" cheia de medo, mas o anestesista disse que me portei muito bem, ninguém diria que tinha medo. Claro que no fim de tudo ia desmaiando... Fizeram um bólus e fiquei sem dor. Lá para as 17h passou o efeito e as contrações passaram a incomodar muito mais porque já não estava habituada. Às 18h, passei para a sala de partos para porem a perfusão. Bem tinham dito que quanto mais se aguentasse melhor. Passei a ter de estar deitada e foi muito mais aborrecido. Como o trabalho de parto não evoluia grande coisa, demorou muito tempo e acabei com retenção urinária e a ter que ser algaliada. Nessa altura voltei a ter muita dor, mesmo sob a epidural. O cateter devia estar um pouco lateralizado e tinha dor à direita e bloqueio motor à esquerda. Mandavam virar-me para a direita e a bebé desacelarava. Comecei a stressar um bocado. Quando decidiram que ia para cesariana devia ter dito qualquer coisa mas estava tão nervosa que deixei passar. Antes da incisão o anestesista avisou que ia sentir incómodo da incisão e da manipulação uterina e eu interiorizei bem demais aquilo. Apesar de estar a ter dor, não disse nada e só quando estavam a encerrar a parede abdominal é que perguntei se faltava muito porque estava com dor. Nesse momento perceberam que a causa da minha hipotensão tinha sido a dor e que tinha uma "janela", ou seja, uma zona não anestesiada. Até hoje, tenho dor nesse sítio e já passaram 5 meses.

Depois disto passar toda a gente me dizia mas tu és médica, cirurgiã, como não percebeste? O cérebro de uma grávida fica mesmo afetado. Enquanto a bebé não estava cá fora e eu vi que estava bem, não achei relevante dizer nada. Gostava de dizer que para a próxima já sei, mas sei lá quão afetada vou estar...

12
Jun18

Trabalho de parto

Bárbara

Cheguei às 40 semanas de gestação e nem uma contração ou 1 cm de dilatação. Dirigi-me ao hospital para se marcar indução para as 41 semanas.

A minha obstetra achava que o mais certo era precisar de cesariana pela posição da cabeça da bebé e pelo formato da minha bacia, mas, nessa consulta convenceram-me que devíamos tentar prova de trabalho de parto. Mesmo necessitando de cesariana era o melhor para a bebé. Passar pelo stress do parto prepara-os para a vida extra-uterina. Apesar de concordar com a parte científica da coisa, devo dizer que me senti pressionado e até desprezada por ter questionado se não era melho à partida cesariana. A enfermeira então foi duma falta de sensibilidade...

Lá continuei as caminhadas, as básculas da bacia, os agachamentos, as subidas de escadas e, um dia antes das 41 semanas, entrei em trabalho de parto.

Eram 2:30 e tive sensação de que precisava de defecar. Fui ao quarto de banho n vezes sem sucesso, até que me apercebi que era cíclico. Comecei a olhar para o relógio e fiquei espantada porque afinal aquilo eram as minhas contrações. Sabendo que as contrações têm muitas apresentações e, mesmo sendo médica, não contava que fossem assim. 

Esperei pela proximidade dos intervalos de 5 minutos para chamar o Luís e fomos para o hospital às 5:30.

Estava estranhamente calma e fui muito bem recebida na urgência por gente que me conhece tão bem.

Depois fui para a obstetrícia, fiz CTG e confirmou-se o trabalho de parto. Levei umas bocas da enfermeira pela hora... que o parto estava muito atrasado... eu sabia lá. Fui quando é recomendado, de 5 em 5 minutos.

Fui internada e ficamos à espera. As enfermeiras do internamento foram amorosas.

Passeie pelo hospital, fui ao meu serviço visitar as enfermeiras, conversei com os cirurgiões que estavam de urgência, fiz muitas piscinas nos corredores, exercícios com a bola e o trabalho de parto pouco evoluiua. Os intervalos não ficavam menores e a dilatação era mínima.

Já à hora de almoço colocaram-me o caterer epidural. Falarei da analgesia noutro post. 

Motive uma pequena rotura de membranas.

Às 18h só tinha 3 cm de dilatação e fui para o bloco de partos para induzirem e ver se andávamos com aquilo para a frente.

 

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De vez em quando a bebé desacelerava mas nada que preocupasse a parteira. 

Acabou por me romper as membranas, mais uma vez a ver se aquilo andava.

Fui algaliada que já tinham passado muitas horas e estava com dor por retenção urinária.

À meia noite comecei a ficar cansada e irritada. As obstetra, as parteiras e anestesistas conversaram comigo e propuseram cesariana. Era muito pouco provável que a bebé encaixasse e aceitei enquanto não eram emergente. 

Eu sabia que aquele desfecho era provável, mas depois de entrar em trabalho de parto, de ser induzida e de tanto tempo comigo a portar-me bem, fiquei desiludida e muito nervosa. Chorei com o abraço duma amiga que estava de urgência.

Entrei no bloco, no meu bloco, histérica. Tremia que nem perdida. Estava em casa mas ao mesmo tempo sabia o que é uma cirurgia. 

A equipa foi toda impecável. Viram que eu estava em pânico e conseguiram aguentar-se sem me gozar. Eu estava com tanta vergonha com aqueles tremeliques todos... Depois descobri que o meu tremor era da occitocina, pelo menos parcialmente. 

A bebé nasceu num instantinho e completamente bem. Por isso puderam mostrar-ma antes de sair da sala. Depois de vista pela neonatologista ainda pude pegar nela um bocadinho. Depois estivemos de ficar separadas porque eu fiquei no recobro que, infelizmente, não é específico de grávidas. Ficou quase 2h só com o pai. Dizem que a primeira meia hora é crucial para o sucesso da amamentação mas a logística montada não está de acordo.

07
Jun18

Gravidez - terceiro trimestre

Bárbara

Estava eu a ter uma gravidez maravilhosa até que entrei no terceiro trimestre...

Comecei logo por me sentir mal com a minha aparência. Fiquei disforme... Comecei a ganhar peso de forma absurda. Cheguei a 17 ou 18 kg no final.

Mantive a hipotensão e a hipoglicemia e por mais que comesse ou usasse meias elásticas, estava sempre a sentir-me mal. Lembro-me de ter passado 5h na urgência sem comer e ficar para morrer.

Com o crescimento da bebé e da sua cabeça comecei a ter dores terríveis. A ciatalgia foi de tal ordem que deixei de sentir o pé e caí pelas escadas abaixo ao sair do bloco. Nessa altura achei que estava a pôr a bebé em risco e entrei de baixa. Melhorei um pouco da dor, mas ia morrendo de tédio durante esse período. Gostava de ter trabalhado até ao fim, mas se acontecesse alguma coisa nunca me perdoaria.

Tive gengivorragias e epistáxis, ou seja, hemorragias pelas gengivas e pelo nariz. Uma vez sangrei tanto que me assustei a pensar que ia ter pré-eclâmpsia ou assim.

E o refluxo gastro-esofágico? Ardia-me até à garganta. Eu bem levantei a cabeceira da cama, mas não conseguia dormir. E pior, não conseguia comer, de tal forma, que a bebé teve uma ecografia com restrição de crescimento. Inciei medicação e melhorámos. Uma nota, nunca falei dos exames da gravidez, nomeadamente das ecografias porque esteve sempre tudo bem.

 

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Senti-me muito cansada para o fim, até porque atingi as 41 semanas, mas não tive aquela falta de ar que muitas grávidas têm.

 

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22
Mai18

Gravidez - segundo trimestre

Bárbara

Toda a gente fala maravilhas do segundo trimestre. Que passam os enjoos e o cansaço e se começa a gozar a gravidez...

Ora como não tive sintomas incomodativos no primeiro trimestre, não senti essa diferença. Na realidade comecei a ficar cansada porque fiquei hipotensa e chegou o calor. Estava sempre a sentir-me mal... Solução: meias de contenção elástica. 

Também não ajudou fazer muitas urgências. O segundo trimestre apanhou Agosto, em que muita gente estava de férias. Lembro-me que fiz 7 urgências, 3 ou 4 delas de 24h. Para quem não tem noção, em Viana, nessa altura, a população aumenta muito com os emigrantes que vêm de férias, e as urgências ficam muito pesadas.

Numa delas chegou à meia noite e senti que não aguentava mais. Sentei-me na sala de emergência ao lado do interno que estava a ver o doente, para o caso de precisar de mim e rezei para que não precisasse. A outra especialista que estava comigo ficou a saber que estava grávida nessa noite e foi ela vendo mais doentes. Graças a Deus!

 

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Na ecografias do primeiro trimestre a obstetra já achou que era uma menina, mas no segundo tivemos a confirmação. Como era primeiro filho não nos fazia grande diferença mas ficámos felizes. Acho que o pai preferia uma menina, até porque só tínhamos nome para menina, por sinal há anos.

Uma palavra para a PTGO (prova de tolerância à glicose oral, que despista Diabetes gestacional). Fazem um filme à volta daquilo. Gente, é um exagero, não custa nada de especial. O que me custou foi estar sem comer. Em vez de hiperglicemia tive uma hipoglicemia. Tive tremores, dores de cabeça, tonturas e fome... Comi que nem uma desalmada e ficou resolvido.

14
Mai18

Dar a notícia da gravidez

Bárbara

Habitualmente, as grávidas estão mortas por contar a notícia a toda a gente. Eu não estava, só à minha mãe a quem disse mal fizemos o teste. O Luís também contou à dele e eu ao meu pai e madrasta.

Apesar de quererem espalhar aos quatro ventos, por convenção social ou superstição, só contam na passagem do primeiro para o segundo trimestre, entre as 10 e 12 semanas. Discordo completamente. Biologicamente, a probabilidade de abortamento é maior nesse período, mas não é por contar a alguém que se vai abortar. Por outro lado, se se passar por essa dor, não se quererá apoio e por conseguinte que os amigos e familiares saibam? A pensar nisso, contei às minhas melhores amigas, futuras madrinhas da bebé. Nenhuma delas é mãe mas eu precisava de ir desabafando com alguém e elas costumam ser o meu saco de boxe.

Quando cheguei ao segundo trimestre, a minha mãe queria contar a toda a gente e o Luís aos amigos. Eu não queria. Sabem que mais? Não queria palpites. Na altura li um livro que não sei se me fez bem ou mal, mas influenciou-me muito. Fala sobre a culpa na maternidade: “A culpa não é sempre da mãe” de Sónia Morais Santos do blog “cocó na fralda”. 
 
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Lá deixei que a minha mãe contasse aos meus tios, que só me querem bem. O Luís contou aos amigos.
A partir daí só soube gente que notou ou que tinha de ser. Também não havia necessidade de mentir.
O primeiro foi o meu chefe. Ainda no primeiro trimestre, um dia senti-me mal e tive de ir para casa. Tive que lhe dar uma explicação. Ele é-me bastante querido. E guardou bem o segredo.

Depois outros amigos muito próximos apanharam-me no Ikea a comprar o berço. Fui ao batizado do filho de outros e no meio da conversa disse: - Já estou.

No trabalho, contei a alguns colegas da mesma geração para me ajudarem a evitar fazer noites. Outros ficaram a saber quando recusei ir para o bloco em cirurgias com radiação. Contei ainda ao meu antigo orientador antes que se notasse. Uma ou outra pessoa apanharam-me a sentir-me mal porque no segundo trimestre andava sempre hipotensa. Só sabia quem tinha mesmo de saber. 
Só quase no final do segundo trimestre é que deixou de dar para esconder. Eu sou magra e bastava usar T-shirts largas. A roupa do hospital era maravilhosa. As fardas nunca nos estão bem, sempre larguíssimas. E a bata por cima, desapertada, ainda disfarçava melhor. Nessa altura quis deixar de fazer noites oficialmente porque estava a começar a custar-me muito fazer 24h. Cheguei de férias depois de duas semanas e notou-se alguma diferença. Aí tentei antecipar-me e contar às pessoas com significado que ainda não sabiam. Escaparam-me duas, uma delas ainda deve estar chateada. 
A minha postura não foi convencional e eu sei que a maioria das pessoas só me quer bem pelo que poderiam ter sabido. Algumas até ficaram envergonhadas por não notar, principalmente no trabalho. Que médico ou enfermeiro não repara que uma mulher está grávida de 6 meses? Coitados, não tiveram qualquer culpa. A minha fisionomia, a barriga até então não muito grande e a minha vontade de ser discreta é que foram favoráveis.

 

09
Mai18

Gravidez - primeiro trimestre

Bárbara

Já vos contei como descobri a gravidez noutro post.

 

O momento mais emocionante da gravidez foi a primeira ecografia em que ouvimos o coraçãozinho a bater. No entanto, foi mais para o Luís que para mim. Graças à terrível sina de ser médica, antevi o que ia acontecer e perdeu algum impacto. De qualquer forma, foi muito bom confirmar a gravidez.

Fiquei um pouco desiludida quando ela disse: - É só um embrião. Na minha família há muitos gémeos e tinha alguma esperança. À posteriori, cruzes credo. Se ter um bebé já é difícil, dois deve ser de cortar os pulsos.

 

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Eu passei um óptimo primeiro trimestre.

Praticamente não tive enjoo. O pouco que tive passava a comer.

Sono tinha mas não mais do que habitual porque tenho um distúrbio do sono, hipersónia ideopática. Só houve um dia em que me senti tão cansada que tive de ir para casa. Foi assim que contei ao meu chefe, bem antes das 12 semanas. Tive de explicar a razão... Para mim não fazia qualquer sentido mentir, só pedi que ele guardasse segredo.

As minhas noites começaram a ser logo interrompidas porque tinha sempre de urinar a meio da noite como se já tivesse um bebé enorme a comprimir a bexiga.

Tinha tanta sede que parecia que estava no deserto.

As mamas começaram a doer bastante. Doíam mais do que no início da amamentação.

Não tive desejos. Não aumentei de peso apesar de ter muita fome.

 

 Tive uma postura um pouco diferente da convencional sobre contar a notícia mas deixarei isso para outro post.

 

Fui logo preparando o quarto, ao contrário do habitual, mas também falarei disso noutro post.

 

A Bones ficou logo diferente. Ela já sabia que eu estava grávida ainda não tinha eu feito o teste. Farei outro post sobre cães e gravidez.

 

 

17
Abr18

Gravidez

Bárbara
Se há coisa que aprendi sobre a maternidade é que a natureza nos deu uma amnésia muito útil ou só existiam filhos únicos. Por isso, antes que esqueça mais do que já esqueci, vou falar da minha gravidez começando pela pré-concepção.
Eu sou médica, nomeadamente cirurgiã geral. O internato (especialização) em cirurgia geral é muito duro e por isso decidi esperar pelo seu fim para engravidar. Já sei que não há momentos ideais e que já não estou a ir para nova mas, a trabalhar 80h por semana e a ter que continuar em casa, nunca iria dar a atenção que os meus filhos mereceriam e isso não me parecia justo. Entre baixa que poderia ser necessária e a licença também ia prejudicar a minha formação e, depois de tanto esforço, também não era justo para mim.
Nessa altura fui à obstetra, fiz as análises e comecei a suplementação com ácido fólico que está recomendado por 2 meses. Depois parei a pílula.
A consulta pré-concepção é muito importante, não dispensem se tiverem uma gravidez planeado.
No início de Maio fomos fazer uma road trip pela Escócia. Uma manhã acordei muito aflita para urinar e muito enjoada. Em vez de comer agravar o enjoo, aliviou. Tive a certeza que estava grávida. Como era o primeiro mês depois de parar a pílula e eu não sou muito certa, não confiámos na última menstruação. O Luís só me deixou fazer o teste ao fim de 40 dias da última menstruação para não termos desilusões. 
 

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Um dia vinha muito chateada da urgência e fizemos o teste antes da data estipulada. Deu positivo e passou-me o mau humor.

 

Uma palavra sobre fazer o teste. Ouço muitas mulheres a planear como vão contar aos maridos/companheiros ou a falar primeiro com as amigas ou mães e isso para mim não faz qualquer sentido. Só há uma forma de fazer este tipo de coisas que é juntos.

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