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Delicada como um elefante

19
Jun18

Caderno de memórias coloniais - Isabela Figueiredo

Bárbara

Ouvi muitas recomendações desta autora por causa do livro “A gorda”. O livro não me interessou mas a autora suscitou-me curiosidade. Decidi então ler este livro porque tenho alguma curiosidade sobre o colonialismo.

 

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Sinopse:

«O "Caderno de Memórias Coloniais" relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português. O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.»
Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»  

«Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude – sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento decisivo – como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros? A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»  
José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»

 

No início do livro pensei em desistir porque era só palavrões. Incomoda-me que os autores portugueses praticamente só tenham duas posturas, ou usam linguagem ordinária ou eloquentíssima. Depois comecei a perceber a premissa do livro nomeadamente a crítica subjacente e a descoberta da sexualidade. Por último fiquei presa ao livro e gostei muito.

Fiquei muito chocada de descobrir que os portugueses afinal não foram asssim tão bons colonos e que em pleno século XX ainda escravizavam os negros. Como reação, os negros foram violentíssimos na altura da independência.

Começo a aperceber-me que gosto muito do género de não-ficção.

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