Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Delicada como um elefante

27
Jul18

“A Morte” de Maria Filomena Mónica

Bárbara

CCA0D371-3E16-4E22-83EC-A9DF30A694B0.jpeg

 

A Cláudia do blog “A mulher que ama livros” falou deste livro e fiquei logo com vontade de o ler. Tanto por causa da minha profissão, como por ter muitos casos de doença oncológica terminal na família, gosto de ler sobre o tema. Fico mais preparada para lidar com os doentes e suas famílias. 

 

Sinopse:

“É provável que eu morra nos próximos dez, quinze anos. Tenho filhos e netos, amei e fui amada, escrevi livros, ouvi música e viajei. Poderia dar-me por satisfeita, o que não me faz encarar a morte com placidez. Se amanhã um médico me disser que sofro de uma doença incurável, terei um ataque de coração, o que, convenhamos, resolveria o problema. Mas, se isso não acontecer, quero ter a lei do meu lado. Gostaria que o debate sobre as questões aqui abordadas, o testamento vital, o suicídio assistido e a eutanásia, decorresse num clima sereno. Mas teremos de aceitar a discussão com todos os opositores, mesmo com aqueles que, por serem fanáticos, mais repulsa nos causam. Que ninguém se iluda: a análise destes problemas é urgente.

Livro muito bem escrito e documentado.  O livro está de citações que, se quisermos, nos podem levar a outras leituras.”

 

Embora as definições sobre o tema não sejam consensuais, fiquei mais esclarecida. Apesar de ser médica e de uma especialidade que lida muitas vezes com a morte, fiquei surpreendida com alguns factos. A falta de uma lei clara tem destas coisas. Como pode nuns hospital a eutanásia passiva ser basicamente o contrário de obstinação terapêutica e portanto algo praticado muitas vezes em doentes terminais, que é a experiência que eu tenho, e noutros ser proibido? 

O livro não está isento da opinião pessoal da autora, e embora concorde com a maioria das reflexões, não se pode generalizar para a população uma vez que o nível educacional dela está muito acima da maioria. A verdade é que a maioria dos doentes nem sequer está suficientemente informado para tomar decisões mais simples, quanto mais sobre a morte.

Além disso nota-se que autora tem “berço”, quase tocando o snobe. Fiquei louca com a opinião dela sobre a lei portuguesa quanto à doação de órgãos.

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D